01 of novembro de 2012

Como se manter competitivo na era digital

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O fácil acesso a diferentes plataformas de consumo de conteúdo, smart TVs, smartphones e tablets, levou o mercado de entretenimento a um processo de mudança para atender ao novo desafio que surge; oferecer aquilo que a audiência quer, onde e quando ela quiser e ainda assim de uma forma lucrativa.

A Economist Intelligence Unit (EIU) fez um estudo sobre as principais tendências que estão ditando a reestruturação do mercado de conteúdo e entretenimento no mundo, e explica como as empresas estão se adaptando para ter sucesso em meio a tantas mudanças. Baixe a pesquisa completa aqui.

Isto foi desencadeado pelo boom no uso de aplicativos mobile, em especial dos smartphones, que cresceu mais rapidamente do que a internet desde 2000, indo de 690 milhões para 5.2 bilhões de usuários no mundo em 2012, segundo estimativas. “Mais funcionalidades estão sendo colocadas nos aparelhos que já são quase ubíquos, o que leva as pessoas a consumirem mídia onde quer que estejam.” Zhang Tian Xiao, Presidente da Shanghai Fantasia Animation Company.

Segundo a eMarketer, o tempo gasto online utilizando aparelhos móveis para atividades como acessar sites, jogar, utilizar apps, ouvir músicas, etc, vai dobrar nos próximos anos. No Brasil, em dezembro de 2011 eram gastos em média 26.7 horas online. Agora pense nos seus hábitos, durante o trabalho, no percurso até o seu escritório, na volta para casa, enquanto assiste TV. Quantas horas você realmente passa conectado?

Em uma pesquisa da InMobi, descobriu-se que os consumidores gastam por volta de 27% do tempo conectados em aparelhos móveis contra 22% assistindo TV. Assim, surge o fenômeno de “dual screening“, ou na tradução literal, “tela dupla”, o que significa que as pessoas utilizam seus smartphones e tablets enquanto assistem um filme, a novela, e muito provavelmente os conteúdos sendo consumidos são complementares, visto os trending topics do Twitter no capítulo final de Avenida Brasil (#MelhoresMomentosAvenidaBrasil).

Ou seja, pela TV as pessoas recebem o conteúdo de forma unilateral, e a compartilham com seus amigos e familiares nas redes sociais. E o consumo de mídia não para por aí. Com a ferramenta perfeita para ter acesso a uma variedade de conteúdos em formatos diferentes, e com preços muito mais acessíveis, surgiram também novos canais de distribuição de mídia como o iTunes, Spotify, Netflix, entre outros.

Mais opções para consumo de mídia significa uma maior concorrência na indústria de entretenimento. Contudo, concorrência também significa oportunidade, e é assim que os respondentes da pesquisa da Economist enxergam o atual cenário. 71% das empresas já possuem uma estratégia para superar as ameaças do avanço das novas plataformas para consumo de conteúdo digital, enquanto que 58% tem a intenção de explorar este cenário para aumentar seus negócios.

Outro grupo afetado pelas novas ofertas de consumo de mídia são os anunciantes, que agora se deparam com uma pulverização da audiência. Se antes era encontrada em um determinado veículo, agora está em dezenas. E mais uma vez, o que parece ser uma dificuldade, também pode ser encarado como oportunidade.

Quando perguntado qual a melhor abordagem com seus consumidores, os executivos participantes da pesquisa responderam que antigamente, o caminho era a personalização do conteúdo, e hoje é a interatividade.

Conclusão

Em 2010 era esperado que o conteúdo digital respondesse por dois terços de toda a mídia, em 2020 este número chegará a 80%. Acompanhar esta tendência já é obrigatório para qualquer player do segmento de entretenimento e a regra é não ficar parado. A inovação é intrínseca às novas tecnologias e deve ser também nos modelos de negócios, que muitas vezes terão que se reinventar para acompanhar o mercado.

Se a lei é atender a demanda dos consumidores por conteúdo digital ubíquio, os anunciantes também terão que correr atrás para mostrar aquilo que audiência quer, onde e quando ela quiser.

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